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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Odinismo/Asatru


Odinismo é uma forma de neo-paganismo nórdico que busca resgatar a religiosidade dos povos vikings através da reconstrução histórica de sua tradição para a promoção de uma espiritualidade capaz de responder aos nossos anseios mais íntimos. Também comumente chamado de asatru (fé nos aesir), o odinismo é uma espiritualidade libertária, isto é, busca instigar a libertação espiritual do ser em sua jornada pelo reencontro com seu eu.

Asatrú e Odinismo representam semanticamente a mesma coisa, cujo centro da idolatria era o Deus Odin, da Era Viking. Como religião politeísta, os deuses pagãos do norte estão em tudo. Se apresentam em todos os aspectos da existência do mundo, sem interferir na vontade dos homens. A idéia de que os deuses regem tudo não se aplica ao odinismo, uma vez que os homens e mulheres interagem com eles.

O paganismo da Era Viking não tinha templos, apesar de considerar alguns sítios sagrados, que poderiam ser montanhas e florestas. Não havia também uma estrutura sacerdotal regular. Então, os ritos do atual Asatrú não são liderados por um sacerdote, padre, ou coisa do tipo, mas o líder do grupo, será aquele indicado como o mais sábio que deverá oficiar o rito. A função por vezes é revezada entre os membros. Nos tempos de outrora, quem exercia o papel do sacerdote era o chefe da família ou um líder tribal.

Portanto, cada kindred, como são chamados os grupos de famílias ou clãs, possui total independência para indicar quem lhes vai liderar ou que se irá crer. As normas para as práticas do Asatrú será ditado por cada grupo. É uma religião descentralizada. Não existe um Vaticano Asatrú.[rsrs]

Ser odinista é ser capaz de contribuir com a fé no paganismo nórdico em toda a sua causa e o Brasil não fica de fora. Nossos grupos de paganismo nórdico lutam por um livre pensamento onde não deverá existir radicalismo e atos de ódio como racismo, neo-nazismo, xenofobismo e outros crimes que sempre devem ser combatidos! Caros leitores, irmãos, pagãos, odinistas, asatruares, devemosunirmos por esta causa. Atitudes como denúncias e combates a estes tipo de idealogias precisam entrar em ação! O Odinismo não deseja estar associado a pensamentos odiosos advindos de mentes isanas e marginais.

O Odinismo é uma a mais antiga das formas de Neo paganismo Germânico, que está em atividade até nossos dias, e que teve também os períodos mais conturbados de todas elas.É creditado o início do uso deste termo a um livro de Orestes Brownson, escrito em 1948, cujo nome era “...O Renascer do Odinismo...”, em que Alexander Rud Mills, em 1930 da vulgar era cristã, teria o re-introduzido para engendrar a Igreja Anglicana de Odin, que acaba de criar.

Elsie Christeansen que tornou-se uma divulgadora desta Igreja, juntamente com a Fraternidade de Odin, trouxe o termo para a América do Norte, em que por volta de 1970 o Odinic Rite declarou-se especificamente Odinista, sendo o grupo mais antigo em atividade.

O tradicionalismo germânico, esteve presente durante todo o conturbado período da Segunda Guerra Mundial, na forma como o texto descreve acima, sempre sendo maculado pela presença do thurse cristão. No entanto o Odinismo nada tem haver com grupos específicos, pessoas isoladas, ou mesmo tendências presentes em obras, ou mesmo opiniões de autores, que limitam-se em sua dita apresentação de Paganismo Germânico, apenas a uma prática de sectarismo ou mesmo de racismo.

A forma como procede o Odinismo atualmente, está ligada a divisões que acabaram sendo necessárias, pela própria natureza Apesar do termo Odinismo estar claramente ligado a “...Odin...”, ele não se limita apenas aos mistérios “...Odínicos...”, tratando igualitariamente a todos os Ases e Vanes, e na verdade é uma forma direta e organizada, de abranger os costumes, os valores, as virtudes e bem como a prática da tradição e de tudo que define o que o Paganismo Germânico é em sua essência.

O Odinismo possui vertentes que primam pela presença de um Gudja, um sacerdote que centraliza os Blots (cerimônias), e guia a todos em seu Clã, pelo bem não de si, mas do conjunto que está a sua volta.

Há todo um conjunto de estudos ligados ao que é ser um Gudja, e há todo um corpo de requisitos necessários, que sem os quais seria ineficiente qualquer tentativa para engendrar o nascimento de outro Gudja.

Apesar de que, muitos grupos de odinistas e asatruares, similarmente aos heathenry, não verem com bons olhos a presença de um Gudja, ou Gothi (intermediário), alegando que não haviam cargos especializados para realização dos trabalhos sacerdotais, nos tempos antigos. É fato que o chefe de uma família era aquele que exerceria este cargo.

É fato que poderia ser tanto o Pai quanto a Mãe, de acordo com o Blot, cerimônia, ocasião ou necessidade.

E é fato que os Clãs são unidades familiares, que vem compor as tribos.

O que define essencialmente um dos motivos para a presença de Gudjas, em meio às celebrações.

Algumas organizações Odinistas: Aliança Odinista da Águia Visigoda; Odinic Rite.das pessoas envolvidas com o Paganismo Germânico, inclusive para distinguir extremistas de não extremistas.

...ASATRU

Este movimento vinculado aos costumes e tradições especificamente da Islândia, foi reconhecido legalmente em 1972 da vulgar era cristã, pelo parlamento islandês, e teve como sua expressão mais conhecida como primeiro Gothi, Sveinbjorn Betteinsson.

O termo Asatru implica em um um neologismo inventado no contexto do nacionalismo romântico do séc. XIX, usado por Edvard Grieg em sua ópera Olof Trygvason de 1870.

Define-se pela combinação da palavra AS (que também está ligado aos termos AZA, AESIR, ASA, ASES), implicando assim nos Deuses Aesires, combinada a palavra TRÚ (que quer dizer Fidelidade ou Fé).

Essa definição claramente foi usada, por uma forma de identificação e de referência ao Odinismo, uma vez que Wotan (Gudam, Vodan, Votan, Odin) é chamado de Allfathur ( Pai de Todos), e sendo assim os ASES estariam todos ligados a presença de Votan.

Há uma enorme quantidade de grupos ligados ao termo Asatru, muitos deles com tendências a “...wicca...”, e outros com tendências muito forte ligadas ao “...Wotanismo...”, que era praticado na igreja de Odin, outros ainda são complementares a movimentos da “...nova era...”, e há também movimentos asatruares, que em si mesmos, procuram uma renascimento da temática praticada no período anterior ao da igreja de Odin, justamente o que era praticado pela ariosofia.

Algumas organizações asatruares: Asatruarfélagio; Asatru Folk Assembly, Rune Gild.

Algumas coisas estão muito enraizadas em nossa alma. Provavelmente, pilares que sustentam outras religiosidades agora estão sustentando o odinismo por falta de informação. Uma lástima. Um dos primeiros passos de um pagão, de um conquistador da espiritualidade, é a busca da essência religiosa. Para isto, ele precisa descobrir e aceitar os pilares de uma teologia. Seja ela qual for. Aceitar simplesmente pelo fato de que deveria existir uma identificação primária por parte do pagão. Vivenciar isto é parte fundamental do caminho espiritual do paganismo. Pois sem estes princípios iniciais não haverá a compreensão fundamental da espiritualidade pagã.

O Odinismo é uma religião completa em si. Não necessita de enxertos, tampouco sustentáculos estrangeiros. Têm sua própria teologia, mitologia, ritos, protocolos, procedimentos, cultura, religiosidade, todos os princípios que sustentam uma religião. São estes princípios básicos que são chamados de dogmas. Os dogmas formam as paredes da espiritualidade. Sem eles, a anarquia religiosa imperaria e tudo o que o Odinismo menos deseja é a anarquia, a dita “liberdade”, a falsa liberdade.

A anarquia religiosa pode libertar o pensamento religioso de um ser, mas o prenderá para sempre em seu ego, e o cegará definitivamente contra a compreensão da espiritualidade odinista: o pagão não irá compreender jamais a importância de virtudes como a bondade, a temperança e a confiança. Isto deve soar tradicional demais e até mesmo antiquado à leitura de um neopagão. Mas assim o é. E ética, disciplina, respeito e glória são essenciais para vivenciar o odinismo.

Encarar um dogma provavelmente despertará uma branda revolta contra tudo que é inquestionável, mas assim não deve ser. Não devemos jamais entender o conceito de dogma como aquilo que é imposto, e sim aquilo que é tido como essencial para uma fé e que assim é aceito livremente. Um dogma não pode ser imposto: precisa ser aceito com honra, como uma herança individual e inseparável do ser.

O Odinismo almeja acima de todos os anseios a paz. Não a paz da guerra, e os odinistas já devem estar cansados de ler e ouvir falar sobre isso. A paz em um sentido mais amplo: harmonia, temperança, felicidade, prazer, alegria, paz na alma, na casa, na vizinhança, no trabalho, paz na vida. E este é o objetivo por trás de tudo que pensamos, vivemos, fazemos ou deixamos de fazer. Através de nosso nato anseio por viver, almejamos a conquista da felicidade.

Gente, comentem, contradigam, acrescentem algo sobre o texto proposto a cima. Embora, não diga tudo é um passo pra que algumas pessoas possam ter uma real impressão do Odinismo ou Asatru.

Kali

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