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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ritual de escavar do próprio túmulo

Criado como uma espécie de Missa de Thanatos, o propósito deste ritual é o de invocar o aspecto de entropia/morte, conhecido pelo contrário como o deus Thanatos. A força entrópica será posteriormente utilizada para criar e carregar um "sigildor" (uma espécie de cruzamento entre um sigilo e um servidor astral, que será explicado adiante) para o propósito de introduzir entropia em um sistema/situação de escolha do operador. Durante esta Missa, cada participante estará invocando a forma-divina, em lugar de apenas um operador.

O ritual
1- Declaração do intento: 

"É minha vontade invocar Thanatos neste óleo Saturniano."

2- Cada pessoa cavará uma pequena "sepultura" para si. Isto é mais simbólico do que real; não há necessidade de cavar sete palmos sob o chão.
3- Os operadores deitam em suas sepulturas de costas para baixo, os braços cruzados sobre o peito em uma posição de como se estivesse morto.

4- Visualize a forma-divina de Thanatos aproximando-se enquanto a invocação é recitada. A forma pode ser visualizada do modo que o operador achar melhor; cada um de nós tem sua própria morte individual.

5- Invocação (recitada pelo operador principal): 

Os portais estão abertos para a força da morte neste Dia Consagrado.

ThanatosCessaçãoThanatosEntropiaThanatosFimThanatosCeifa
ThanatosMorteThanatosPutrefaçãoThanatosEscuridão
ThanatosSaturnoThanatosCaveiraThanatosCarroFunerário
ThanatosFuneráriaThanatosCaixãoThanatosAtaúdeThanatosInércia
ThanatosSonoFinalThanatos...
6- Ainda deitados, assumam a postura da morte. Isto pode ser feito facilmente nesta posição. Simplesmente coloque suas mãos sobre seus olhos, cobrindo também o nariz, a boca e as orelhas.

7- Quando tiver obtido a Gnosis, mantenha o sentimento até quando você começar à ofegar e sentar-se, focalizando a Gnosis para o óleo localizado no centro da área operacional. Sem banir, o ritual do Sigildor inicia-se imediatamente. Durante este rito, o operador estará criando um Sigildor. Este ser pode ser descrito como algo entre um servidor e um sigilo. Ele possui uma certa quantia de consciência, mas sua força vital expirará assim que sua ação tiver sido executada. A base material para este Sigildor será um pedaço de papel de seda, sobre o qual o operador desenhará um sigilo de seu desejo. O propósito do sigildor deve ser entrópico em sua natureza, o sigilo é uma representação da situação ou sistema em que a entropia do servidor será introduzida. Em outras palavras, use-o contra algo que você quer ver acabar ou morrer.

1- Estabelecimento do Intento:

"É nossa vontade criar e fixar um sigildor de entropia."

2- Cada operador desenhará um sigilo de seu desejo sobre a peça provida de papel de seda. É sugerido que o estabelecimento do intento utilize as linhas diretrizes à seguir: "Eu desejo introduzir entropia em ...............(situação desejada)."

3- O pedaço de papel é untado com o óleo Saturniano, tanto quanto com fluidos corporais, etc., o que o operador desejar.

4- Mantendo o pedaço de papel acima do alto da cabeça, visualize o sigildor como uma bola de vidro contendo uma grande quantidade de força entrópica, e apenas força entrópica, sobre a superfície do vidro, visualize o sigilo que foi escrito no papel.

5- A medida que a Gnosis aumenta a concentração a partir desta imagem, permita que a energia flua de sua cabeça para o seu sigildor, que deve estar flutuando ligeiramente acima de sua cabeça. Quando o momento certo chegar, liberte o sigildor, permitindo-o voar sem controlar o seu curso. No momento em que o sigildor for liberado, visualize a bola de vidro atingindo a situação desejada e partindo-se para liberar a força entrópica.

6- Expulse com o riso.

Fonte: http://www.mortesubita.org/

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Iniciação a Thanatos


Shakti, a consorte de Shiva tece pelo universo a triplicidade dos Gunas (Sattvas, Rjas e Tamas) cujas qualidades estão nas formas das secreções cósmicas de Kalas que são manifestos em sua encarnação superior, Kali. Shakti tem dez formas distintas, das quais a mais alta é Kali. De kali emanam as outras nove formas que dão corpo ao seu espectro de atividade.

§  Tara - Poder de Creação
§  Sodasi - Materialização do Desejo
§  Bhairavi - Infinidade de Formas
§  Bhuvanesvari - Forças Materiais
§  Chinnamasta - Distribuição da Força de vida
§  Dhumabati - Forças da Paixão
§  Bagala - Destruidor do Desequilíbrio
§  Matangi - Dominação
§  Kamala - Unidade
Juntas, estas encarnações formam a Qaballah de Kali, que é a matriz Ain/Kether da Árvore Negativa (universo B). Ela é a Mahavidya e a Deusa Primal. Cuja forma externa é furiosa e terrível, ela é ainda a dadora e destruidora do tempo e molda o universo em todas as suas formas.

Para entender a interação entre a Magia Sexual e os reinos Qlipphóticos, devemos adentrar o culto de Kali. Seu Yantra é o triângulo invertido (a Yoni), seu mantram é o som raiz de Krim e seu Tantra é aquele da Magia Sexual em solo de cremação, onde todos os desejos são queimados salvo o da pureza do Eu. Aqui, todas as forças são absorvidas no vórtice do Eros cósmico e as experiências de medo e morte são transformadas em pura paixão de Vontade Perfeita.

Uma Descrição de Kali
O termo Kali vem do radical 'Kal' que significa 'impelir'. Kali é a Deusa Secreta dos Tantristas e deste modo impele o mago a encarar os aspectos finais da Iniciação. Sua relação com Nuit é a de que ela é a máscara da Iniciação da Morte (Thanatos). A experiência de Kali é muito afim àquela do Antigo Egito, onde, no auge da iniciação, é dito ao neófito que 'Osíris é um Deus Negro' e o neófito fica face a face com Set, o Senhor Negro. Set sendo aquele que despe o mago de todos conceitos e o leva à experiência da morte, que finalmente causa a total manifestação do Humano Superior.

Uma descrição completa de Kali é encontrada no livro 'Caminho Tântrico' (Tantrick Way), de Ajit Mookerjee e Madhu Khanna, Thames e Hudson, 1977.

"Kali é o símbolo do poder ativo do tempo eterno, Kala, e neste aspecto ela significa aniquilação, através da morte ou destruição. Criação, a semente da vida, emerge como a destruição da semente leva ao nascimento da árvore. Portanto, desintegração é um passo normal e necessário da natureza movendo-se em direção ao progresso ou desdobramento.

"Kali é a materialização da criação, preservação e aniquilação. Ela inspira repudia e amor ao mesmo tempo. Como uma tendência desintegradora, Kali é representada em preto 'pois todas cores desaparecem no negro, portanto todos os nomes e formas nela desaparecem' (Thanirvana Tantra). A densidade da escuridão é também identificada com a consciência massiva, compacta, sem divisões, pura. Em hinos tântricos à deusa Kali, ela é descrita como 'digambar', trajada no espaço, em sua nudez, ela está livre de qualquer cobertura de ilusão. Ela tem o peito inflado, sua maternidade, uma criação incessável denotando preservação. Seu cabelo desgrenhado, 'Clokeshi', forma uma cortina de morte que permeia a vida com mistério. Sua grinalda de cinquenta cabeças humanas representando uma das cinquenta letras do alfabeto sânscrito, simboliza o repositório de poder e conhecimento; as letras são elementos sonoros nucleares simbolizando o poder dos mantras. Ela veste um cinto de mãos humanas, mãos são os principais instrumentos de trabalho e portanto significam a ação do Karma ou relações acumuladas para serem desfrutadas em nascimentos subsequentes, constatemente relembrando que a liberdadesuprema é condicionada pelos frutos das ações perpetradas. Seus três olhos governam as três forças de Criação, Preservação e Destruição. Seus dentes brancos, símbolos de Sattvas, a inteligência translúcida, pressionam sua língua vermelha para fora da boca, indicativa de Rajas, um nível determinado desistência conduzindo para Tamas, inércia.

Kali tem quatro mãos, uma mão esquerda porta uma cabeça separada, indicando destruição, e a outra carrega a espada da exterminação física, com a qual ela corta a linha da escravidão. Suas duas mãos da direita expulsam o medo e exortam para força espiritual. Ela é o poder imutável, ilimitado, primordial (Adyasakti), atuando no grande drama despertando o imanifesto Shiva, um observado passivo. Sua unidade inseparável reflete a não dualidade."

Iniciação a Thanatos
Uma das mais profundas iniciações da Magia é a de Thanatos ou morte. Em Aeons passados a fórmula para experienciar Thanatos e Eros era através do sacrifício, onde o ego inferior morria e com ele as paixões e era ressuscitado mais tarde em um Novo Eu. A fórmula sacrificial era útil no velho Aeon de Osíris pois trazia liberação (Moksha) do Verdadeiro Eu do ciclo de recorrência eterna. Após esta experiência a alma recém-nascida começa a reencarnar, no verdadeiro sentido da palavra, e ganhar experiência. A experiência e gradução supremas para esta alma é a iniciação de Thanatos, onde através de ritos sexuais, os medos e destruições das facetas Qlipphóticas do Universo são tão necessárias como os aspectos Sephiróticos e tudo é consumido na paixão erótica de Kali.

Para algum mago, pode ser possível que ele tenha encontrado seu Verdadeiro Eu em Aeons prévios, portanto seu trabalho, nesta época, é aplicar aquela Vontade para plena manifestação. Para outros, simplesmente a descoberta do Eu Verdadeiro será tarefa suficiente. É imperativo notar a diferença ! A magia de Kali toma o mago que encontrou seu Verdadeiro Eu e o empurra além para a plena manifestação (Humano Superior). Da mesma maneira, a descoberta do Eu Verdadeiro é um pré-requisito para esta forma de trabalho.

Trabalhos preliminares focalizados em meditações sobre a morte, como as quarenta meditações da morte no Budismo são úteis, contudo, meditações em cemitérios não podem ser superadas.

A iniciação a Thanatos usa as imagens da morte, violência, medo e dor e é baseada nos Princípios de Reversão Sensorial. Na feitiçaria de Kali as imagens reúnem os dois aspectos da energia universal, positividade e negatividade e através de sua interação cria uma nova força. Este processo é afim à dialética filosófica de Hegel, onde Tese + Antítese = Síntese. Contudo, o duelo pessoal de imagens de vida e morte é de longe mais imperativo do que uma discussão filosófica. A iniciação em Thanatos reúne sexo e morte, gosto e desgosto, forçando o mago a experienciar todas as coisas sem respeito a preferências, gostos, normalidades, etc. É a mais terrível de todas as iniciações e engloba a experiência tradicional de "cruzar o Abismo".

Esta experiência usa os opostos diretos do que experienciamos para mostrar a totalidade do universo e portanto oferece a maior libertação possível e ainda, é uma das maiores demandas de todo o ocultismo, magia e tantrismo.

O Solo de Cremação
O solo de cremação é a cena da iniciação, aqui o mago é despido de todos suportes e máscaras. Thanatos e Eros atuam como os aspectos duais de uma força, sua Shakti ou Kali, que materializa as forças e o ritual torna-se um ato simbólico de “necrofilia” onde o processo sexual leva-o diretamente a um encontro sexual com o equilíbrio entre vida e morte. Isto é acompanhado por imagens de violência e intoxicação intensas.

As imagens de violência são um imperativo ao processo, elas demonstram a finalidade do ciclo de sofrimento a respeito da vida mortal e destrói as ilusões finais dentro da mente do mago. Sadomasoquismo é normalmente usado para aprimorar a experiência, entretanto, morte e dor não são o objeto mas são postos como aspectos do processo para experienciar a Vontade Verdadeira. Em tempos antigos, os Thuggi levaram este aspecto muito longe e literalmente usavam de violência e assassinato em sua adoração a Kali. Isto é o mais distante que você pode estar da feitiçaria de Kali ! O uso de imagens violentas e conceitos de morte levam o iniciado a um estado pessoal de confusão onde a morte e a vida, sofrimento e prazer, emergem num redemoinho de frenesi sexual e emoção, amor, ódio, terror, beleza. Através disto um novo sentido despontapor sobre estas dualidades e forma uma experiência suprema do Eu Verdadeiro manifestando-se nos veículos inferiores aperfeiçoados. Apenas através deste processo de 'cruzar o Abismo' é que é possível a total manifestação da consciência do Humano Superior.

A Sombra
" O confronto de alguém com seu próprio mal pode ser uma experiência mortificante, similar à morte, mas como esta, está além do significado pessoal de existência, representando o primeiro estágio no encontro do Eu. Não há, de fato, acesso ao inconsciente e da nossa própria realidade a não ser através da Sombra. Apenas quando percebemos aquela parte de nós mesmos que até agora não havíamos visto ou preferimos não enxergar podemos então prosseguir com a busca e encontrar as fontes da qual se alimenta e a base na qual se sustenta.

"Portanto, nenhum progresso ou crescimento na análise é possível até que a Sombra esteja adequada e confrontar significa mais do que meramente conhecer sobre ela. Não até que fiquemos verdadeiramente chocados de nos vermos como realmente somos, ao invés de como desejamos ou esperançosamente assumimos que somos, que poderemos tomar o primeiro passo em direção à individualidade."

A Busca Simbólica (The Symbolic Quest),de Edward C. Whitmont
O exerto acima sugere que a experiência similar à morte é disparada através do encontro com a Sombra. A Sombra é melhor entendida como a faceta do ego inferior que nos força ao conflito dentro do inconsciente para que uma experiência mais plena do Eu Verdadeiro seja possível. Esta Sombra é responsável pelos terrores que experimentamos nos primórdios de nosso treinamento oculto e os períodos de crise que experimentamos logo após começarmos nossa busca iniciática. Deste modo é algumas vezes conhecida como o "Habitante da Entrada". Esta força de crise leva-nos a nos ver como realmente somos e é o primeiro passo no processo que deve desembocar na Iniciação a Thanatos. A relação entre a Sombra e o Ego é refletida de perto na dualidade de Set e Hórus, escondido dentro da força de Hórus está o aspecto oculto de Set. Set é como a Sombra, mas numa base macrocósmica. Ele purifica o planeta para prepará-lo para uma plena experiência de despertar, este sendo a visão de Ain, que é na realidade a verdadeira natureza da Sombra ou Set exaltado.

Kali como Matriz Iniciática
Kali é, portanto, a mais alta matriz iniciática. Ela resume sob um glifo as imagens de vida e morte e oferece as experiências de Thanatos e Eros moldadas juntas para levar a uma iniciação final nas Supernais. As verdadeiras técnicas da Iniciação a Thanatos são as de reversão dos sentidos, entretanto, o fator chave da feitiçaria de Kali é a de que ela é intensamente pessoal e altamente destrutivaantes de ser construtiva.

Oferece a maior experiência iniciática possível, a dissolução de todas as barreiras entre os veículos inferiores e o Eu, a transfiguração do Humano Superior através da total visão da realidade.

Para completar este capítulo, repetiremos a velha oração a Kali encontrada em Chandi, Capítulo Cinco, versos 16-80 :

Aquele poder que é definido como consciência em todos os seres,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que é conhecido como razão em todos os seres,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres como fome,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres como Sombra,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres como energia,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres na forma de sede,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres na forma de ilusão,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Fonte: http://www.mortesubita.org/

Thanatos



Introdução
Estou trazendo aqui alguns textos interessantes sobre Thanatos. Não são textos meus, entretanto há comentários meus, uma vez que revisei os textos os deixando dentro de meu ponto de vista sobre o tema. Tentei fazer uma abordagem mais ampla sobre o tema, assim levando em conta seus vários aspectos, psicológico, mitológico e ritual.

Para o leitor mais atento, fica clara a semelhança entre os aspectos e sua interligação. Assim aos poucos vamos compreendendo melhor a origem de alguns ritos, bem como de como surge um mito, como é criada uma lenda, pois todo mito conta algo, que com certeza existe em algum lugar, nem que seja em nossas mentes.

Thanatos Para a ciência
Para Sigmund Freud...
Na sua teoria das pulsões Sigmund Freud descreveu duas pulsões antagônicas: Eros, uma pulsão sexual com tendência à preservação da vida, e a pulsão de morte (Thanatos) que levaria à segregação de tudo o que é vivo, à destruição. Ambas as pulsões não agem de forma isolada, estão sempre trabalhando em conjunto. Como no exemplo de se alimentar, embora haja pulsão de vida presente, afinal a finalidade de se alimentar é a manutenção da vida, existe também a pulsão de morte presente, pois é necessário que se destrua o alimento antes de ingerí-lo, e aí está presente um elemento agressivo, de segregação.

Freud, no princípio de sua teoria, distinguia várias pulsões distintas, que com o aprimoramento da teoria, foram reduzidas a duas pulsões básicas: eros, ou pulsão sexual, para a vida, e thanatos, ou pulsão agressiva, de morte. O autor via como base para essas pulsões o o princípio de atração e repulsão, também presente na matéria. Todas as outras pulsões secundárias (desejos, sonhos, enfim, todos os diferentes tipos de impulsos interiores que guiam a ação humana) são vistas como frutos da combinação daquelas duas pulsões.

As pulsões são a origem da energia psíquica que se acumula no interior do ser humano, gerando uma tensão que exige ser descarregada. O objetivo do indivíduo seria, assim, atingir um baixo nível de tensão interna. Nesse processo de descarregamento de tensões psíquicas, as três estruturas da mente (id, ego e super ego) desempenham um papel primordial, determinando a forma como esse descarregamento se manifestará. Todos esses processos se desenvolvem inconscientemente.

A hipótese do comportamento humano ser guiado apenas pela necessidade de reduzir a tensão gerada pelas pulsões é considerada ultrapassada pela pesquisa empírica, uma vez que a falta de estímulos leva o indivíduo a buscá-los ativamente, aumentando assim a tensão interna (assim, por exemplo, pessoas curiosas ou que buscam emoções fortes). A teoria de Freud, no entanto, deixou uma influência duradoura sobre a pesquisa da motivação sobretudo sob dois aspectos: (1) o conceito de projeção, ou seja, de que desejos inconscientes são capazes de influenciar a percepção consciente e (2) a idéia de que os objetivos perseguidos pelo comportamento humano não são necessariamente conscientes.

Clark L. Hull
Clark L. Hull foi, ao lado de B. F. Skinner, um dos principais teóricos do behaviorismo ou comportamentalismo, paradigma de pesquisa que julgava ser dever da psicologia científica basear-se somente em dados observáveis (chamados então de "fatos observáveis"), excluindo, assim, todos os processos internos do ser humano (pensamentos, emoções, etc.). Devido a essa postura, os psicólogos behavioristas dedicaram-se sobretudo ao estudo dos dois processos de aprendizado que, segundo eles, explicariam o comportamento humano: o condicionamento clássico e, sobretudo, o condicionamento operante. O problema é que esses processos explicam como o indivíduo aprende determinado comportamento, mas não o que o leva a realizá-lo.

A teoria de Hull procura explicar esse fato. Segundo ele, a tendência de realizar um determinado comportamento (tendência de comportamento) é o produto do hábito e da pulsão. O hábito é definido pelo quantidade vezes em que o comportamento recebeu um reforço no passado; mas o hábito não é suficiente para explicar completamente o comportamento, somente sua direção o comportamento, falta explicar a energia que o impulsiona. Essa energia é a pulsão. Hull diferenciava dois tipos de pulsões: As primárias, oriundas das necessidades biológicas (fome, cansaço, etc.) e secundárias, aprendidas, como o medo. A fim de corresponder ao paradigma behaviorista, o autor teve de limitar-se às pulsões mais fáceis de operacionalizar. Como Freud, também Hull partia do princípio de que o indivíduo sempre busca a redução da pulsão (ou seja, da tensão gerada por ela).

A teoria, tal como formulada originalmente, apresenta uma série de problemas: (1) a pesquisa empírica foi capaz de demonstrar que diferentes necessidades podem não somente se somar, mas também se atrapalhar mutuamente; (2) como no caso de Freud, a pressuposição de que o indivíduo somente está satisfeito quando ele é capaz de reduzir sua tensão interna foi igualmente falsificada pela pesquisa empírica e (3) diferentes tipos de reforço mostraram ter diferentes valores para os indivíduos. Assim, um rato que recebe pão embebido em leite como reforço aprende mais rápido do que um rato que recebe sementes de girassol. Na Tentativa de responder sobretudo a este terceiro problema, Hull modificou a fórmula original para Tendência de comportament = hábito × pulsão × atração, em que a atração representa o valor do reforço para o indivíduo. Em outra tentativa de complementar seu modelo, Hull acrescentou a expectativa do indivíduo de realmente receber o reforço (antecipação). Como se vê, nesse ponto sua teoria se aproxima cada vez mais dos limites do paradigma behaviorista, uma vez que "atração" e "antecipação" são conceitos mais próximos dos processos cognitivos, não observáveis.

Apesar de possuir atualmente um valor meramente histórico, a teoria de Hull tem o valor de ter já levado em conta dois elementos que posteriormente seriam alvos principais da pesquisa sobre a motivação: a atração e a expectativa. Além disso, o behaviorismo legou à psicologia uma paradigma empírico, que permitiu à pesquisa posterior oferecer uma explicação científica do comportamento humano, em oposição a uma explicação filosófica.

Thanatos na Mitologia
Na Grécia Antiga, em sua mitologia, entende-se que Tânatos (Thanatos), filho de Nix (noite) e Érebro (escuridão do mundo inferior) era irmão gêmeo de Hípnos.

Thanatos era a personificação da morte, que nascido em 21 de agosto, tinha essa data como o dia preferido para arrebatar as vidas enquanto Hípnos era a personificação do sono.

Os irmãos gêmeos habitavam os Campos Elíseos (País de Hades, o lugar do mundo subterrâneo).

Segundo Homero, o deus Hipnos vivia em Lemmos e casou-se com Grácia Paitea que lhe fora concedida por Hera, em troca de seus serviços realizados. Hípinos era representado em foma humana e se transforma em ave antes de dormir. Também aparece representado na imagem de um jovem com asas que toca uma flauta cuja melodia faz os homens dormir e ao se locomover, deixa atrás de si, um rastro de névoa.

Thanatos era representado por uma nuvem prateada que arrebatava a vida dos mortais. Também foi representado por homem de cabelos e olhos prateados. Seu papel na mitologia grega é acompanhado por Hades, o deus do mundo inferior.

Thanatos é um personagem que aparece em inúmeros mitos e lendas, assim como a parece na história de Sísifo e do rei Midas, que por serem as mais importantes se dispersaram com maior facilidade.

Thanatos na História de Sísifo

Uma grande ave sobrevoou os céus de Ephyra, uma cidade que veio a se chamar Corinto mais tarde. Depois de um mergulho vertiginoso a águia se foi levando em suas garras fortes, a jovem Egina.

Sísifo, o rei de Ephyra a reconheceu e interpretou a águia como mais uma das metamorfoses de Zeus, o deus dos deuses, que tinha por hábito transformar-se em animal para procriar com as mortais.

Asopo, o deus-rio, lhe perguntou sobre o destino que teria levado a filha e Sísifo, famoso por sua astúcia e maestria em truques, propôs ao velho deus-rio preocupado com sua filha, que lhe daria todas as informações, mas em troca, queria uma fonte de água na cidade de Ephyra.

Fecharam o acordo e depois de feito a fonte, que recebeu o nome de Pirene e foi consagrada às Musas, Sísifo lhe deu todas as informações sobre Egina.

Com isso Sísifo despertou o ódio de Zeus e Thanatos foi designado para levar o rei ao mundo dos mortos.

Sísifo com toda a sua maestria em truques elogiou Sísifo por sua irresistivel beleza, tocando-lhe todas as vaidades e ofertou-lhe um colar para enfeitar seu pescoço.

Depois de colocado o colar, este serviu a Sísifo como coleira com a qual aprisionou o jovem Thanatos.

Assim o grandioso rei Sísifo manteve a morte aprisionada, evitando que qualquer pessoa ou ser vivo viesse a morrer.

Não recebendo mais almas em seu reino, Hades, o deus dos mortos e Ares o deus das guerras que precisava da morte para findar as batalhas manifestaram-se quanto ao aprisionamento de Thanatos por um mortal.

Hades libertou Thanatos, ordenando-lhe que lhe trouxesse o rei Sísifo para o mundo  dos mortos.

Segundo a lenda, Sísifo morreu de velhice.

Thanatos na História do Rei Midas

O filho de Zeus, Dionísio (para os gregos) ou Baco (para os romanos), ao reaver Seleno, seu pai e mestre, que fora salvo por Midas depois de ter se perdido, concedeu-lhe um dom (que mais pode ser encarado com uma maldição), transformar em ouro tudo o que tocasse.

Midas já estava sendo levado por Thanatos (morrendo), quando o herói Héracles (Hércules) é recebido em seu palácio e expulsa o deus da morte para fora do castelo.

Opondo-se a Thanatos que representa a morte, o termo final da existênica de todos os mortais, aqueles que não escapam à sua visita cedo ou tarde, encontramos Eros, o deus do amor, que promove as paixões e provoca a vida.

Atualmente dá-se o nome de Tanatoloiga à ciencia se ocupa da morte e dos problemas médico-legal relacionados com a medicina legal.

Fontes:    http://thanatos-mitikos.spaces.live.com/
               http://www.mortesubita.org/
               http://www.fundaj.gov.br/
               http://www.tanatologia.net/



















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