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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ritual de consagração

Desde a antiguidade, diversos povos possuem ritos dos mais variados tipos, para os mais variados fins, e alguns destes ritos possuem vínculos estreitos com determinadas religiões, já outros são amplos, podendo ser praticados por qualquer pessoa, podendo inclusive os adaptar para suas crenças particulares, um bom exemplo são os rituais de purificação e de consagração.

Este é um artigo que estou criando para que qualquer pessoa possa consagrar objetos e/ou amuletos, assim lhes conferindo uma atribuição mágica. Não vou vincular este ritual a nenhum panteão em específico, mas você pode fazer alterações que julgar necessário para melhor adaptar este ritual a suas crenças e necessidades.

Vamos fazer a consagração com os quatro elementos, que estarão representados através de elementos físicos, a saber:

Incenso: Ar
Sal: Terra
Vela vermelha: Fogo
Água

Procedimento

Recolha-se em ambiente onde não será perturbado com o objeto a ser consagrado, e os elementos. Passe ao menos 5 minutos em estado de relaxamento, tente se desligar de suas preocupações, esteja focado no que vai fazer.

Feito isso é hora de começar, não colocarei aqui nenhuma referência nem a pontos cardeais ou deuses, pois cada pessoa pode colocar os que estiver mais familiarizado, caso não conheça, faça exatamente como está aqui.

Sente-se e coloque a sua frente o objeto a ser consagrado, pegue um pouco de sal, jogue sobre o objeto e diga algo como:

Eu ................................... limpo este objeto, o purifico e consagro através da Terra para a finalidade de.............................................

Aproxime a vela do objeto e diga:

Eu................................... limpo este objeto, o purifico e consagro através do Fogo para a finalidade de ............................................

Passe a fumaça do incenso sobre o objeto e diga:

Eu.................................. limpo este objeto, o purifico e consagro através do Ar para a finalidade de ..................................................

Derrame algumas gotas da água com sua mão sobre o objeto dizendo:

Eu ................................. limpo este objeto, o purifico e consagro através da Água para a finalidade de ............................................

Diga:

Está feito, pois esta é minha vontade!

Feito isso seu objeto estará através de sua vontade consagrado e programado para agir de acordo com o objetivo a ele conferido. Evite que outras pessoas o toquem com suas mãos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Rito de Rompimento de Laços Desnecessários



Este ritual é uma Adaptação que eu fiz de um riTual postado na comunidade do Orkut Ocultismo & VAmpirismo pelo membro hassassin. Não há motivos para discutirmos aQui a funcionalidade do ritual postado por ele, apenas o citei como fonte.

Isto não é propriamente um ritUal, é uma prática, que por ser nova podemos chamar de experimento. Mas que não limitarei o número de inscritos, esta aberto a todos os interessados. Estou postando inicialmente a prática em si, mas aos membros que a praticarEm e postarem aqui suas impressões eu me comprometo a lhes enviar por email a técnica que utilizei aqui, bem como explicações necessárias para a criação de práticas seMelhantes.

Conceito de Laços Desnecessários

Os laços a que me refiro são nossos apegos, nossos medos. Tudo o que nos impede de seguiR em frente. Esses laços não Costumam ser unilaterais, ou seja, sempre há algo do outro lado, e nós costumamos a crer que esse algo é que nos impede, quando na verdade não é.

Como estaremos trabalhando isso em níveis energéticos... antes de mais nada teremos que “limpar a área”, iremos tirar toda e qualquer energia que não nos seja benéfica e jogar fora.

Para somente então cortarmos esses laços e ficarmos livres verdadeiramente.

Ritual

O Ritual consiste basicamente de visualizações, que serão: um símbolo... energias negativas indo para ele... e cordões rompidos indo para ele.

Sente-se ou deite-se confortavelmente, visualize o símbolo acima se abrindo a sua frente como um portal, diante dele o observe por alguns instantes, note que ele lhe transmite algo, ele é vivo. Então de a ele tudo o que te atrapalha, jogue tudo bem em seu centro visualizando uma luz que inicialmente era violeta, e que de acordo você vai jogando “coisas” vai se tornando roxa, faça o mesmo com os cordões. Grite, xingue, ofenda faça tudo que tem vontade de fazer com seus desafetos. Feito isso visualize este símbolo se fechando a sua frente e vá embora.

Feito isso, levante-se beba água e vá fazer algo que te agrade, fique bem.

Thenebris

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ritual de escavar do próprio túmulo

Criado como uma espécie de Missa de Thanatos, o propósito deste ritual é o de invocar o aspecto de entropia/morte, conhecido pelo contrário como o deus Thanatos. A força entrópica será posteriormente utilizada para criar e carregar um "sigildor" (uma espécie de cruzamento entre um sigilo e um servidor astral, que será explicado adiante) para o propósito de introduzir entropia em um sistema/situação de escolha do operador. Durante esta Missa, cada participante estará invocando a forma-divina, em lugar de apenas um operador.

O ritual
1- Declaração do intento: 

"É minha vontade invocar Thanatos neste óleo Saturniano."

2- Cada pessoa cavará uma pequena "sepultura" para si. Isto é mais simbólico do que real; não há necessidade de cavar sete palmos sob o chão.
3- Os operadores deitam em suas sepulturas de costas para baixo, os braços cruzados sobre o peito em uma posição de como se estivesse morto.

4- Visualize a forma-divina de Thanatos aproximando-se enquanto a invocação é recitada. A forma pode ser visualizada do modo que o operador achar melhor; cada um de nós tem sua própria morte individual.

5- Invocação (recitada pelo operador principal): 

Os portais estão abertos para a força da morte neste Dia Consagrado.

ThanatosCessaçãoThanatosEntropiaThanatosFimThanatosCeifa
ThanatosMorteThanatosPutrefaçãoThanatosEscuridão
ThanatosSaturnoThanatosCaveiraThanatosCarroFunerário
ThanatosFuneráriaThanatosCaixãoThanatosAtaúdeThanatosInércia
ThanatosSonoFinalThanatos...
6- Ainda deitados, assumam a postura da morte. Isto pode ser feito facilmente nesta posição. Simplesmente coloque suas mãos sobre seus olhos, cobrindo também o nariz, a boca e as orelhas.

7- Quando tiver obtido a Gnosis, mantenha o sentimento até quando você começar à ofegar e sentar-se, focalizando a Gnosis para o óleo localizado no centro da área operacional. Sem banir, o ritual do Sigildor inicia-se imediatamente. Durante este rito, o operador estará criando um Sigildor. Este ser pode ser descrito como algo entre um servidor e um sigilo. Ele possui uma certa quantia de consciência, mas sua força vital expirará assim que sua ação tiver sido executada. A base material para este Sigildor será um pedaço de papel de seda, sobre o qual o operador desenhará um sigilo de seu desejo. O propósito do sigildor deve ser entrópico em sua natureza, o sigilo é uma representação da situação ou sistema em que a entropia do servidor será introduzida. Em outras palavras, use-o contra algo que você quer ver acabar ou morrer.

1- Estabelecimento do Intento:

"É nossa vontade criar e fixar um sigildor de entropia."

2- Cada operador desenhará um sigilo de seu desejo sobre a peça provida de papel de seda. É sugerido que o estabelecimento do intento utilize as linhas diretrizes à seguir: "Eu desejo introduzir entropia em ...............(situação desejada)."

3- O pedaço de papel é untado com o óleo Saturniano, tanto quanto com fluidos corporais, etc., o que o operador desejar.

4- Mantendo o pedaço de papel acima do alto da cabeça, visualize o sigildor como uma bola de vidro contendo uma grande quantidade de força entrópica, e apenas força entrópica, sobre a superfície do vidro, visualize o sigilo que foi escrito no papel.

5- A medida que a Gnosis aumenta a concentração a partir desta imagem, permita que a energia flua de sua cabeça para o seu sigildor, que deve estar flutuando ligeiramente acima de sua cabeça. Quando o momento certo chegar, liberte o sigildor, permitindo-o voar sem controlar o seu curso. No momento em que o sigildor for liberado, visualize a bola de vidro atingindo a situação desejada e partindo-se para liberar a força entrópica.

6- Expulse com o riso.

Fonte: http://www.mortesubita.org/

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Iniciação a Thanatos


Shakti, a consorte de Shiva tece pelo universo a triplicidade dos Gunas (Sattvas, Rjas e Tamas) cujas qualidades estão nas formas das secreções cósmicas de Kalas que são manifestos em sua encarnação superior, Kali. Shakti tem dez formas distintas, das quais a mais alta é Kali. De kali emanam as outras nove formas que dão corpo ao seu espectro de atividade.

§  Tara - Poder de Creação
§  Sodasi - Materialização do Desejo
§  Bhairavi - Infinidade de Formas
§  Bhuvanesvari - Forças Materiais
§  Chinnamasta - Distribuição da Força de vida
§  Dhumabati - Forças da Paixão
§  Bagala - Destruidor do Desequilíbrio
§  Matangi - Dominação
§  Kamala - Unidade
Juntas, estas encarnações formam a Qaballah de Kali, que é a matriz Ain/Kether da Árvore Negativa (universo B). Ela é a Mahavidya e a Deusa Primal. Cuja forma externa é furiosa e terrível, ela é ainda a dadora e destruidora do tempo e molda o universo em todas as suas formas.

Para entender a interação entre a Magia Sexual e os reinos Qlipphóticos, devemos adentrar o culto de Kali. Seu Yantra é o triângulo invertido (a Yoni), seu mantram é o som raiz de Krim e seu Tantra é aquele da Magia Sexual em solo de cremação, onde todos os desejos são queimados salvo o da pureza do Eu. Aqui, todas as forças são absorvidas no vórtice do Eros cósmico e as experiências de medo e morte são transformadas em pura paixão de Vontade Perfeita.

Uma Descrição de Kali
O termo Kali vem do radical 'Kal' que significa 'impelir'. Kali é a Deusa Secreta dos Tantristas e deste modo impele o mago a encarar os aspectos finais da Iniciação. Sua relação com Nuit é a de que ela é a máscara da Iniciação da Morte (Thanatos). A experiência de Kali é muito afim àquela do Antigo Egito, onde, no auge da iniciação, é dito ao neófito que 'Osíris é um Deus Negro' e o neófito fica face a face com Set, o Senhor Negro. Set sendo aquele que despe o mago de todos conceitos e o leva à experiência da morte, que finalmente causa a total manifestação do Humano Superior.

Uma descrição completa de Kali é encontrada no livro 'Caminho Tântrico' (Tantrick Way), de Ajit Mookerjee e Madhu Khanna, Thames e Hudson, 1977.

"Kali é o símbolo do poder ativo do tempo eterno, Kala, e neste aspecto ela significa aniquilação, através da morte ou destruição. Criação, a semente da vida, emerge como a destruição da semente leva ao nascimento da árvore. Portanto, desintegração é um passo normal e necessário da natureza movendo-se em direção ao progresso ou desdobramento.

"Kali é a materialização da criação, preservação e aniquilação. Ela inspira repudia e amor ao mesmo tempo. Como uma tendência desintegradora, Kali é representada em preto 'pois todas cores desaparecem no negro, portanto todos os nomes e formas nela desaparecem' (Thanirvana Tantra). A densidade da escuridão é também identificada com a consciência massiva, compacta, sem divisões, pura. Em hinos tântricos à deusa Kali, ela é descrita como 'digambar', trajada no espaço, em sua nudez, ela está livre de qualquer cobertura de ilusão. Ela tem o peito inflado, sua maternidade, uma criação incessável denotando preservação. Seu cabelo desgrenhado, 'Clokeshi', forma uma cortina de morte que permeia a vida com mistério. Sua grinalda de cinquenta cabeças humanas representando uma das cinquenta letras do alfabeto sânscrito, simboliza o repositório de poder e conhecimento; as letras são elementos sonoros nucleares simbolizando o poder dos mantras. Ela veste um cinto de mãos humanas, mãos são os principais instrumentos de trabalho e portanto significam a ação do Karma ou relações acumuladas para serem desfrutadas em nascimentos subsequentes, constatemente relembrando que a liberdadesuprema é condicionada pelos frutos das ações perpetradas. Seus três olhos governam as três forças de Criação, Preservação e Destruição. Seus dentes brancos, símbolos de Sattvas, a inteligência translúcida, pressionam sua língua vermelha para fora da boca, indicativa de Rajas, um nível determinado desistência conduzindo para Tamas, inércia.

Kali tem quatro mãos, uma mão esquerda porta uma cabeça separada, indicando destruição, e a outra carrega a espada da exterminação física, com a qual ela corta a linha da escravidão. Suas duas mãos da direita expulsam o medo e exortam para força espiritual. Ela é o poder imutável, ilimitado, primordial (Adyasakti), atuando no grande drama despertando o imanifesto Shiva, um observado passivo. Sua unidade inseparável reflete a não dualidade."

Iniciação a Thanatos
Uma das mais profundas iniciações da Magia é a de Thanatos ou morte. Em Aeons passados a fórmula para experienciar Thanatos e Eros era através do sacrifício, onde o ego inferior morria e com ele as paixões e era ressuscitado mais tarde em um Novo Eu. A fórmula sacrificial era útil no velho Aeon de Osíris pois trazia liberação (Moksha) do Verdadeiro Eu do ciclo de recorrência eterna. Após esta experiência a alma recém-nascida começa a reencarnar, no verdadeiro sentido da palavra, e ganhar experiência. A experiência e gradução supremas para esta alma é a iniciação de Thanatos, onde através de ritos sexuais, os medos e destruições das facetas Qlipphóticas do Universo são tão necessárias como os aspectos Sephiróticos e tudo é consumido na paixão erótica de Kali.

Para algum mago, pode ser possível que ele tenha encontrado seu Verdadeiro Eu em Aeons prévios, portanto seu trabalho, nesta época, é aplicar aquela Vontade para plena manifestação. Para outros, simplesmente a descoberta do Eu Verdadeiro será tarefa suficiente. É imperativo notar a diferença ! A magia de Kali toma o mago que encontrou seu Verdadeiro Eu e o empurra além para a plena manifestação (Humano Superior). Da mesma maneira, a descoberta do Eu Verdadeiro é um pré-requisito para esta forma de trabalho.

Trabalhos preliminares focalizados em meditações sobre a morte, como as quarenta meditações da morte no Budismo são úteis, contudo, meditações em cemitérios não podem ser superadas.

A iniciação a Thanatos usa as imagens da morte, violência, medo e dor e é baseada nos Princípios de Reversão Sensorial. Na feitiçaria de Kali as imagens reúnem os dois aspectos da energia universal, positividade e negatividade e através de sua interação cria uma nova força. Este processo é afim à dialética filosófica de Hegel, onde Tese + Antítese = Síntese. Contudo, o duelo pessoal de imagens de vida e morte é de longe mais imperativo do que uma discussão filosófica. A iniciação em Thanatos reúne sexo e morte, gosto e desgosto, forçando o mago a experienciar todas as coisas sem respeito a preferências, gostos, normalidades, etc. É a mais terrível de todas as iniciações e engloba a experiência tradicional de "cruzar o Abismo".

Esta experiência usa os opostos diretos do que experienciamos para mostrar a totalidade do universo e portanto oferece a maior libertação possível e ainda, é uma das maiores demandas de todo o ocultismo, magia e tantrismo.

O Solo de Cremação
O solo de cremação é a cena da iniciação, aqui o mago é despido de todos suportes e máscaras. Thanatos e Eros atuam como os aspectos duais de uma força, sua Shakti ou Kali, que materializa as forças e o ritual torna-se um ato simbólico de “necrofilia” onde o processo sexual leva-o diretamente a um encontro sexual com o equilíbrio entre vida e morte. Isto é acompanhado por imagens de violência e intoxicação intensas.

As imagens de violência são um imperativo ao processo, elas demonstram a finalidade do ciclo de sofrimento a respeito da vida mortal e destrói as ilusões finais dentro da mente do mago. Sadomasoquismo é normalmente usado para aprimorar a experiência, entretanto, morte e dor não são o objeto mas são postos como aspectos do processo para experienciar a Vontade Verdadeira. Em tempos antigos, os Thuggi levaram este aspecto muito longe e literalmente usavam de violência e assassinato em sua adoração a Kali. Isto é o mais distante que você pode estar da feitiçaria de Kali ! O uso de imagens violentas e conceitos de morte levam o iniciado a um estado pessoal de confusão onde a morte e a vida, sofrimento e prazer, emergem num redemoinho de frenesi sexual e emoção, amor, ódio, terror, beleza. Através disto um novo sentido despontapor sobre estas dualidades e forma uma experiência suprema do Eu Verdadeiro manifestando-se nos veículos inferiores aperfeiçoados. Apenas através deste processo de 'cruzar o Abismo' é que é possível a total manifestação da consciência do Humano Superior.

A Sombra
" O confronto de alguém com seu próprio mal pode ser uma experiência mortificante, similar à morte, mas como esta, está além do significado pessoal de existência, representando o primeiro estágio no encontro do Eu. Não há, de fato, acesso ao inconsciente e da nossa própria realidade a não ser através da Sombra. Apenas quando percebemos aquela parte de nós mesmos que até agora não havíamos visto ou preferimos não enxergar podemos então prosseguir com a busca e encontrar as fontes da qual se alimenta e a base na qual se sustenta.

"Portanto, nenhum progresso ou crescimento na análise é possível até que a Sombra esteja adequada e confrontar significa mais do que meramente conhecer sobre ela. Não até que fiquemos verdadeiramente chocados de nos vermos como realmente somos, ao invés de como desejamos ou esperançosamente assumimos que somos, que poderemos tomar o primeiro passo em direção à individualidade."

A Busca Simbólica (The Symbolic Quest),de Edward C. Whitmont
O exerto acima sugere que a experiência similar à morte é disparada através do encontro com a Sombra. A Sombra é melhor entendida como a faceta do ego inferior que nos força ao conflito dentro do inconsciente para que uma experiência mais plena do Eu Verdadeiro seja possível. Esta Sombra é responsável pelos terrores que experimentamos nos primórdios de nosso treinamento oculto e os períodos de crise que experimentamos logo após começarmos nossa busca iniciática. Deste modo é algumas vezes conhecida como o "Habitante da Entrada". Esta força de crise leva-nos a nos ver como realmente somos e é o primeiro passo no processo que deve desembocar na Iniciação a Thanatos. A relação entre a Sombra e o Ego é refletida de perto na dualidade de Set e Hórus, escondido dentro da força de Hórus está o aspecto oculto de Set. Set é como a Sombra, mas numa base macrocósmica. Ele purifica o planeta para prepará-lo para uma plena experiência de despertar, este sendo a visão de Ain, que é na realidade a verdadeira natureza da Sombra ou Set exaltado.

Kali como Matriz Iniciática
Kali é, portanto, a mais alta matriz iniciática. Ela resume sob um glifo as imagens de vida e morte e oferece as experiências de Thanatos e Eros moldadas juntas para levar a uma iniciação final nas Supernais. As verdadeiras técnicas da Iniciação a Thanatos são as de reversão dos sentidos, entretanto, o fator chave da feitiçaria de Kali é a de que ela é intensamente pessoal e altamente destrutivaantes de ser construtiva.

Oferece a maior experiência iniciática possível, a dissolução de todas as barreiras entre os veículos inferiores e o Eu, a transfiguração do Humano Superior através da total visão da realidade.

Para completar este capítulo, repetiremos a velha oração a Kali encontrada em Chandi, Capítulo Cinco, versos 16-80 :

Aquele poder que é definido como consciência em todos os seres,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que é conhecido como razão em todos os seres,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres como fome,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres como Sombra,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres como energia,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres na forma de sede,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Aquele poder que existe em todos os seres na forma de ilusão,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.
Fonte: http://www.mortesubita.org/

sábado, 17 de julho de 2010

Ritual do Vórtice

O que é um vórtice?
Um vórtice é um buraco ou bolsa no universo, criado por um magista caótico para qualquer propósito. É a manifestação voluntária de um redemoinho de energia mágica e uma distorção radical de tempo e espaço. Também pode servir para dobrar o espaço de tal forma à criar um "atalho mágico" entre qualquer número de pontos no espaço-tempo mundanos. O processo de criar o vórtice é em si mesmo uma imitação da manifestação de várias dualidades do caos primitivo.
Devido à legalidade imposta pelo Iluminates of Thanateros (IOT), eu estou impossibilitado de mostrar o Ritual do Vórtice em sua forma original, como descrito por Peter J. Carrol. A versão aqui descrita, corrige um erro da versão original.
O Ritual
1- Fique de pé.
2- Efetue algumas respirações profundas. Relaxe.
3- Bate forte no chão com o seu pé esquerdo e grite HUT! (que significa "Comece!")
4- Estenda o dedo indicador de ambas as mãos e reúne-os em sua frente. Diga XIQUAL UDINBAK, que quer dizer "manifeste o caos". Visualize um ponto de luz nas pontas dos dedos.
5- Separe os dedos, desenhando  uma linha vertical diante de você. Diga XIQUAL UZARFE, D’KYENG. Isto significa aproximadamente "manifeste o éter, e a constante de Planck". O éter é murmurante com potencial, a constante de Planck é contração total. Visualize o símbolo astrológico de Saturno no topo da linha vertical e a letra grega Psi no final.
6- Junte novamente os dedos indicadores, mas continue visualizando a linha, e os símbolos em seus extremos.
7- Desenhe uma linha perpendicular à primeira com as pontas dos dedos dizendo: XIQUAL KUDEX, EACHT (aproximadamente "manifeste a luz e a escuridão). Em ambos extremos da linha, visualize, respectivamente, uma esfera de luz e uma de escuridão total.
8- Repita o passo 6.
9- Desenhe outra linha em um ângulo de 45º entre as duas primeiras. Diga: XIQUAL ASHARA, DIJOW (aproximadamente "manifeste fogo e ar", eles representam energia e tempo respectivamente). Uma variedade de símbolos pode ser utilizada para representar os dois e pode-se incluir sigilos pessoalmente criados. Os triângulos alquímicos são uma sugestão.
10- Repita o passo 6.
11- Desenhe uma linha perpendicular à linha do passo 9, dizendo: XIQUAL THALDOMA, NOBO (aproximadamente "manifeste água e terra", eles representam espaço e massa respectivamente). Visualize os símbolos apropriados em ambos extremos desta linha.
12- Leve o tempo necessário e tenha certeza de que você consegue visualizar completamente tudo, desde as linhas até os símbolos. Não tente controlar ou escolher a cor, apenas permita-lhe vir até você da forma que quiser (este é um dos métodos empregados para descobrir a sua cor octarina).
13- Diga: XIQUAL ONGATHAWAS ("manifeste o vórtice"), e faça um gesto com sua mão esquerda que sugira a cena de uma roda que gira para você. Isto pode variar desde a contração muscular de um dedo até a varredura com um braço.
14- Use sua respiração para acelerar o giro inicial. Com cada respiração, faça o redemoinho ir cada vez mais rápido. Continue fazendo isso até que ele pareça tridimensional, como se você pudesse afundar o seu braço nele.
15- Seu vórtice está aberto agora! Grite: XIQUAL CHOYOFAQUE ("manifeste o trabalho do caos"), ou, se preferir, alguma outra frase. Pode ser em qualquer idioma que você preferir. Na verdade não importa (isto é verdade em todos os passos. Utilizar uma língua misteriosa como a língua Bárbara Uraniana ajuda à distrair a mente consciente e, assim, o censor psíquico).
16- Faça qualquer coisa que você tenha a intenção de fazer.
17- Quando você tiver terminado com a utilização de seu vórtice, fortaleça a visão dele mais uma vez.
18- Aponte o dedo indicador de sua mão esquerda para ele e pergunte: ANGBIX? ("Como?"), então o seu dedo médio e pergunte: POHUT? ("Por que?"), e finalmente o seu dedo polegar com a pergunta: WOKAC? ("O que?"). Estas são as três perguntas básicas do materialismo/ciência, espiritualidade/religião e magia, respectivamente, pelas teorias dos aeons de Peter J. Carrol.
19- Vê o triângulo formado pelos três dedos estendidos? Visualize-o como uma espécie de controle de som, um sólido triângulo. Vire o "botão" para a esquerda para fechar o vórtice, e termine com o grito: AEPALIZAGE ("imanentize o eschaton").
20- É aconselhável utilizar um tom de voz de acordo com o ritual. Qualquer número de inflexões pessoais é possível ao longo deste rito.



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